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CRF-SP chama atenção para os riscos da automedicação e da interação medicamentosa
21 jan '16

Novas leis e normas aumentam importância do profissional na promoção do uso racional de medicamentos; Confira alguns riscos associados ao uso não racional demedicamentos

Automedicação e intoxicação medicamentosa são problemas que preocupam autoridades de saúde no Brasil e que têm destacado a importância do farmacêutico, profissional que trabalha pelo uso racional dessas substâncias. Amanhã (20/1), é comemorado o Dia do Farmacêutico. Novidades em legislação prometem melhorar a relação dos pacientes com medicamentos, aumentando a segurança no consumo, ao transformar a farmácia em estabelecimento de saúde.

A automedicação é praticada por 76,4% dos brasileiros, segundo levantamento feito pelo Datafolha há dois anos. A mesma pesquisa apontou que 32% dos pacientes têm o hábito de aumentar as doses prescritas por médicos para potencializar os efeitos terapêuticos.

Segundo a Fiocruz, 28% dos casos de intoxicação humana registrados, anualmente, pelo SINITOX/CICT/FIOCRUZ/MS, são motivadas por medicamentos. Os benzodiazepínicos, antigripais, antidepressivos, anti-inflamatórios são os que mais intoxicam no país. Crianças menores de 5 anos representam 35% das vítimas. O último levantamento, de 2011, registrou 30 mil casos de intoxicação no Brasil.

A Farmácia brasileira passa por transformações, que se acentuaram nos últimos anos, com a introdução de novidades como a regulamentação da prescrição farmacêutica pelo Conselho Federal de Farmácia (Res. 586/13), a instituição de um marco regulatório para esses estabelecimentos, a Lei 13.021/14, e o novo Código de Ética Farmacêutica (Res. nº 596), do mesmo ano.

A Lei 13.021/14 sacramentou a farmácia como estabelecimento de saúde. Em vez de um comércio comum, “uma unidade de prestação de serviços destinada a prestar assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva” (artigo 3º).

Especialmente em portadores de doenças crônicas, que necessitam utilizar muitos medicamentos diariamente, a correta terapia, respeitando os horários e forma de administração da terapia, a avaliação constante sobre os efeitos e resultados obtidos,resultam em maior aderência ao tratamento e em mais qualidade de vida para esses pacientes.

Na ocasião do Dia do Farmacêutico, profissionais, acadêmicos e lideranças de todo o Estado se encontram na capital para o XVI Encontro Paulista de Farmacêuticos, realizado pelo Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, sob o tema “Farmácia: Que Futuro Estamos Construindo?”. Preparado para debater o impacto dessas mudanças, o seminário terá como palestrante principal o professor-doutor e historiador da Unicamp, Leandro Karnal, que discorrerá sobre “História e Ética na Construção do Futuro”.

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