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Cuidados com a asma no verão
13 jan '16

Confira algumas dicas para sua saúde respiratória e aproveite a melhor estação do ano com os sintomas controlados

A estação mais desejada do ano está chegando e é exatamente nesta época, ao contrário do que muitos pensam, que o cuidado com a asma não pode ficar de lado. Até as férias que são tão esperadas podem virar um pesadelo.

Na pesquisa nacional Panorama da Saúde Respiratória do Brasileiro¸ encomendada ao Ibope pela Boehringer Ingelheim do Brasil, 45% dos entrevistados que disseram conhecer asma indicam que ‘mudança de temperatura’ é um dos fatores que causam o agravamento da doença. Existem muitas dúvidas que envolvem a estação do ano e a doença, por isso o Dr. Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, desmitifica e dá boas dicas.

Confira abaixo:

No verão não é preciso seguir o tratamento tão rigorosamente quanto no inverno?
ERRADO. Mudanças de temperatura, seja do calor da rua para ambientes com ar condicionado por exemplo, de fato podem ser consideradas gatilhos para as crises de falta de ar em pacientes asmáticos. Em tempos mais quentes como no verão, quando a estiagem é grande e há baixa umidade do ar, a poluição também pode contribuir para a piora da doença.

Para que a pessoa com asma, principalmente os casos de asma grave, viva da forma menos limitada possível, é fundamental que a medicação seja usada corretamente ao longo de todo o ano.

Ingerir alimentos e bebidas gelados provocam crise ou a piora da asma?
DEPENDE. Apesar de 37% dos entrevistados da pesquisa encomendada ao Ibope terem indicado que ingerir alimentos e bebidas gelados são atividades prejudicadas pela asma, isso é relativo. Asmáticos que possuem uma sensibilidade maior à mudança de temperatura, em sua maioria, não se tratam corretamente. Então, para os que realmente estão com a doença controlada, este fato é um mito.

O ar-condicionado e o ventilador podem prejudicar a asma?
SIM. O ar condicionado pode provocar uma redução da umidade do ar e o ar ressecado pode ser irritante das vias aéreas. A maioria das pessoas não se sentirá incomodada com isso, mas essa situação vai causar maior impacto naquelas portadoras de doenças respiratórias crônicas, tais como rinite, asma e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). A mucosa respiratória dessas pessoas é mais sensível e reage de maneira exagerada a pequenos estímulos, como o ar mais frio e seco, poeira doméstica, fumaça do cigarro, poluição ambiental e até mesmo situações de estresse.

O ventilador não provoca esse ressecamento do ar e não traz esse tipo de incômodo e complicações. Apenas deve-se tomar o cuidado de se manter os ambientes livres da poeira para o ventilador não provocar a sua dispersão pelo ambiente e isso provocar crises nas pessoas alérgicas.

Asmáticos não podem viajar longas distâncias de avião?
Caso o paciente não esteja em crise isso é um MITO, porém alguns cuidados devem ser tomados. É preciso levar medicação de resgate caso alguma coisa aconteça e para isso é preciso obedecer as regras de embarque, levando o medicamento dentro de um envelope acompanhado pela receita médica. Além disso, é muito importante que a pessoa leve soro para umidificar as vias áreas e que se hidrate bastante.

Asmáticos não podem entrar na piscina?
DEPENDE. Podem entrar na piscina, desde que tomem cuidado com o cloro. Piscinas abertas não são o problema, mas nas fechadas o cloro fica espalhado no ar e este por ser muito irritante para as vias aéreas, pode desencadear crise em quem não está se tratando corretamente.

Quem tem asma pode mergulhar?
DEPENDE. Indivíduos sintomáticos ou com a asma não controlada possuem contraindicação absoluta ao mergulho. Também não devem mergulhar asmáticos que possuem crises desencadeadas pelo exercício, pelo frio ou emoção, assim como asmáticos graves. Nestes casos, para mergulhar é preciso que os exames que medem a função pulmonar, como a espirometria (medição da capacidade inspiratória e expiratória do indivíduo) esteja normal. Portanto, apenas asmáticos totalmente controlados podem considerar mergulho como uma programação para as férias, por exemplo.

É proibido andar descalço e tomar chuva.
MITO. Essas atividades não possuem relação nenhuma com a doença. O que, mais uma vez, pode acontecer é uma reação à sensibilidade na variação de temperatura e o asmático não-controlado sofrer uma piora do quadro.

Dicas gerais do Dr. Mauro Gomes:
Usar umidificadores de ar corretamente, realizar a manutenção do ar-condicionado, limpar a casa com pano úmido sem levantar poeira, evitar odores fortes, limpar com antecedência lugares fechados para eliminar o mofo e evitar o contato com animais, plantas e fumaça de cigarro são essenciais para a saúde do asmático!

Asma grave e os sintomas não-controlados
De acordo com a Global Initiative for Asthma (GINA)[1], principal órgão internacional que reúne e valida estudos sobre a doença, os pacientes são sintomáticos se pelo menos uma vez nas últimas quatro semanas apresentaram: sintomas diurnos mais de duas vezes por semana, qualquer despertar noturno, uso de medicamentos de resgate mais de duas vezes por semana ou se a asma estiver limitando as suas atividades cotidianas. Os sintomas prolongados são indicadores de que a asma não está controlada e podem, assim, comprometer significativamente a vida diária dos pacientes, conforme mostrou a pesquisa.

Em relação a impactos socioeconômicos da asma grave no Brasil:

- A asma é a quarta causa de internações segundo a SBPT[2]
- Os gastos com asma grave consomem quase 25% da renda familiar dos pacientes da classe menos favorecida (recomendação da OMS < 5% da renda). 2
- Custo com internações no SUS: R$ 96 milhões.[3]
- O custo direto e indireto total dos pacientes com asma grave: R$181.652,94/ano, R$ 2.838,33/ano/paciente.3

Lançamento de SPIRIVA® Respimat®

Com tradição na área respiratória no Brasil desde a década de 1970, a Boehringer Ingelheim possui medicamentos que são referências para médicos e pacientes com asma, como Berotec®, Duovent® N, e Atrovent®. A partir de agora, além dessas alternativas terapêuticas, os pacientes adultos com asma grave que permanecem sem o controle da doença terão SPIRIVA® Respimat® como opção de tratamento complementar para melhora dos sintomas como crises de falta de ar, tosse crônica e chiado no peito ao inspirar (sibilos).

Um grande estudo feito em 148 instituições nos cinco continentes confirma que os benefícios do SPIRIVA® Respimat® em relação a melhora da função pulmonar, diminuição do risco de crise grave de falta de ar e de piora da asma. Com o dispositivo inovador Respimat®, a entrega do medicamento no pulmão acontece de forma mais eficaz – estima-se que o índice de chegada ao órgão seja de 52%.[4]

Sobre a pesquisa PANORAMA DA SAÚDE DO BRASILEIRO

Para entender melhor o panorama da saúde respiratória do brasileiro, a Boehringer Ingelheim do Brasil, encomendou ao Ibope a coleta de dados de uma pesquisa nacional com pessoas de diferentes classes, gêneros e localidades. O principal objetivo era realizar um levantamento sobre o quanto a população conhece as doenças respiratórias, suas percepções sobre sintomas, tratamentos e impacto nas atividades de rotina, além de saber mais sobre o comportamento de quem respondeu apresentar alguma(s) dessas doenças. A pesquisa, feita com 2.010 pessoas entre maio e junho de 2015, demonstrou que 44% dos brasileiros apresentam sintomas respiratórios (tosse, falta de ar, chiado no peito, coriza) que, geralmente, são percebidos como manifestações de doenças como asma, bronquite, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

Fonte: edelmansignifica.com

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