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A Air Farma decolou
11 set '18

Foto: reprodução

Com a inauguração de uma loja no aeroporto do Galeão, em 2001, nascia uma nova e ousada bandeira do varejo farmacêutico brasileiro – a Air Farma, rede de lojas instaladas, por enquanto, em cinco aeroportos brasileiras, que atende a um tipo muito especial de clientes: pessoas que vão ou voltam. Esse fluxo de partidas e chegadas é determinante para definir a cesta de produtos de uma farmácia de aeroporto – de remédios antienjoo e antivertigem a frascos de plásticos que se adaptem às regras da segurança de voo. A Revista ABCFARMA fez um “voo executivo” com o Supervisor da Rede Air Farma, Raphael Martins, para conhecer um pouco desse sucesso – que não é passageiro.

A pedra fundamental da marca foi o Air Grupo – empresa que iniciou suas atividades em 1992 com a abertura de um charmoso café no bairro da Vila Olímpia, São Paulo. Dois anos depois, surgiu uma oportunidade para o Air Grupo participar de licitação pública no Aeroporto de Guarulhos, no recém-inaugurado Terminal 2 – uma franquia de uma loja de chocolates. Foi o começo de uma nova visão de negócios: operações em aeroportos. A Air Farma nasceu em 2001, com a inauguração da loja no aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro. “Inicialmente, não tínhamos um conhecimento amplo sobre aeroportos, mas, com a maturação, começamos a trabalhar a expansão”, resume Raphael. Hoje, a Air Farma tem cinco lojas – além da pioneira, opera nos aeroportos de Santos Dumont (também no Rio), Confins (Minas Gerais), Florianópolis e Fortaleza. Farmácia em aeroporto certamente tem custos maiores. Vale a pena? “Os custos são realmente mais altos, mas, com um trabalho organizado e competente, todo negócio se torna viável”.

Uma curiosidade: em relação ao público que viaja para fora do país, quais são os produtos mais vendidos nas lojas da Air Farma? “Medicamentos para enjoo e dormir durante o voo, escova e creme dental, e desodorantes - além de acessórios para embarque de produtos que não podem ser levados em determinadas embalagens, como líquidos acima de 100 ml”. Na verdade, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) estipula que, em voos internacionais, os líquidos devem ser colocados em uma embalagem plástica transparente vedada, do tipo zip-loc. A embalagem não pode exceder as dimensões de 20 x 20 cm. Todos os líquidos, inclusive gel, pasta, creme, aerossol e similares, devem ser conduzidos em frascos com capacidade de até 100 ml. São essas embalagens um dos itens mais vendidos pela Air Farma – além de produtos de conveniência, como sandálias.

Outro detalhe: pelas características comerciais de um ponto em aeroportos, os medicamentos vendidos nas lojas Air Farma não oferecem os mesmos descontos de farmácias de rua – com exceção de funcionários do aeroporto e produtos incluídos no PBM (Programa de Benefício em Medicamentos). Para os demais clientes e demais produtos, os preços são os PMC. “Como as nossas lojas são em estados diferentes, todas as nossas compras são via distribuidores. Com isso, não temos o poder de compra de uma grande rede. E custos operacionais muito mais altos”.

Sendo o público da Air Farma diferenciado em termos de poder aquisitivo e informação, essas características exigem atendimento especial? “Sem dúvida, temos de oferecer um atendimento diferenciado. Por isso, damos sempre preferência a funcionários sem experiência anterior em farmácia. Ou em primeiro emprego, para podermos dar o melhor treinamento possível”. As lojas Air Farma têm quatro farmacêuticos durante todo o seu funcionamento.

Uma curiosidade: o layout interno das lojas é diferenciado por causa da circulação de carrinhos com malas. Os corredores devem ter uma largura mínima de 80 cm, para a passagem de carrinhos de bagagem – além de acesso no caixa para cadeirantes.

Para os próximos anos, a Air Farma pretende estar presente em novos aeroportos pelo Brasil. Antes, porém, quer modernizar todas as lojas.

Em uma palavra, a Air Farma já decolou? “Já estamos em velocidade de cruzeiro”, resume Raphael.

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