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A Economia Criativa
19 abr '18

Foto: © zadorozhna

Há 15 anos na área de comunicação, atuando diretamente no setor criativo, somente há algum tempo me dei conta de que, de fato, somos parte deste mundão de pessoas que trabalham na ECONOMIA CRIATIVA.

Na verdade, nunca atentei para esse termo, nome bonito que ouvimos cada vez mais. E que, neste momento, pode ser perfeitamente aplicado ao contexto da nova Assistência Farmacêutica – que exige criatividade dentro de um ambiente regido por inúmeros dogmas sanitários e regulatórios. Só mesmo a criatividade fará os farmacêuticos, motivados pelo empreendedor ou pelo gerente da farmácia, estabelecer um sistema de atendimento ao mesmo tempo técnico e acolhedor.

Mas o que é ECONOMIA CRIATIVA?

Faz parte dessa especialidade todo negócio que depende do talento criativo – e não do seu tamanho, do número de funcionários ou do capital que possui. São muitas as áreas que compreendem esse segmento, como arquitetura, design e publicidade, artes, música e até mesmo as start-ups que produzem aplicativos, todos os que em geral ganham a vida com produtos e serviços criativos.

Conversando com algumas pessoas da área, ficou claro para mim o quanto esse termo, ECONOMIA CRIATIVA, é novo – e como muita gente não tem noção do seu alcance e do quão importante ele é para a sociedade.

O tema pode ser abordado com diferentes olhares. Podemos falar da dificuldade de alguns setores de avaliar o serviço criativo como uma moeda, falar sobre o seu valor cultural e econômico ou da participação do poder público com suas linhas de incentivos.

Para iniciar essa reflexão de uma forma mais objetiva, acho interessante pensarmos que, neste mundo de tantas mudanças, novas atividades aparecem a cada dia – parte delas devido à ECONOMIA CRIATIVA – e isso, sem dúvida, se deve à abrangência da tecnologia digital em nossas vidas.

Vivemos num momento de “tela em branco”. Sinto isso diariamente, pois, a cada dia, uma nova necessidade vem à tona. Cada vez mais falamos em propósito e o quão relevante o que produzimos consegue ser.

Pode parecer angustiante, mas é FASCINANTE viver a ambiguidade desse novo tempo, onde temos, por um lado, a perda de alguns modelos e referências que nos acompanhavam há anos. E, por outro, a oportunidade de desenhar um novo ecossistema de atuação.

Hoje desenhamos novas bases, formatos de atividades, novas abordagens, novos modelos mentais. Na ECONOMIA CRIATIVA, como um todo, não calculamos o valor de produção somente – ou quanto tempo levamos ou gastamos para realizar um serviço; o valor está na EXPERIÊNCIA que queremos proporcionar.

O mais interessante, frente a esses novos dilemas, é que o mundo vem cada vez mais valorizando e entendendo o real valor da CRIATIVIDADE e do TALENTO CRIATIVO.

“Na medida em que as economias mundiais se tornam cada vez mais competitivas e produtivas, as chaves do seu sucesso econômico passam a ser a sua genialidade e as habilidades individuais. Hoje, a grande diferença entre produtos e serviços de sucesso e aqueles que não têm êxito é um bom design, tanto nos processos como dos produtos – e uma boa gestão de marketing.”

(Série Economia Criativa e Cultural do British Council ⁄ Publicada pelo British Council)

Claro, temos muito ainda que evoluir nesse tema aqui no Brasil, mas já iniciamos essa discussão – e isso já é grandioso.

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