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A Guerra dos Reinos
02 mar '16

Imagem: © BlueSkyImages

Um pequeno reino era governado por um rei que dava grande importância à organização eficaz e eficiente e à gestão participativa. Por isso, periodicamente reunia seus nobres para, em conjunto, analisar os resultados obtidos, discutir enganos, erros, omissões, e as lições aprendidas. Assim, esse reino estava sempre progredindo.

Perto desse reino, existia outro muito maior, com mais recursos, habitantes e muitos nobres, cada um com seu feudo. O rei não costumava reuni-los para discutir as coisas do reino. Eles, por sua vez, se preocupavam apenas com seu próprio feudo.

Entretanto, num certo dia, o rei se desentendeu com o rei vizinho e declarou guerra ao, segundo ele, “pequeno e insignificante vizinho”. Imediatamente, ambos os reinos se prepararam para lutar. Convocaram seus respectivos nobres para explicar a situação, montar uma estratégia urgente, dividir responsabilidades, tarefas e trocar informações.

O pequeno reino não teve o menor problema. Todos foram rapidamente mobilizados e, no dia seguinte, seu exército estava reunido. Seus nobres, que já sabiam como se comunicar, entre si, formaram um conjunto uniforme, onde todos eram importantes e necessários. Se por alguma razão, algum deles faltasse ou fosse colocado fora da batalha, haveria sempre outro capaz e com os conhecimentos táticos e estratégicos necessários para ocupar a posição.

Não era essa a situação do grande reino vizinho. Os nobres não conseguiam chegar a um acordo quanto a táticas e estratégias, pois todos acreditavam que o reino vizinho, por seu tamanho, fosse muito fraco e todos queriam ser líderes - cada um já se vendo aclamado como herói e recebendo os favores do rei.

(Adaptado de Los Fuedos: Cuento Administrativo, Eng. Jorge Guillermo Millán Pujo)

Ante o caos do grande reino, o rei do pequeno, aproveitando-se da falta de liderança, organização, comunicação e o excesso de “chefias”, atacou o inimigo pelo flanco, que não resistiu por muito tempo ao organizado exército. Os nobres, os generais e o próprio rei do grande reino observaram surpresos suas tropas serem envolvidas pelo pequeno exército. Os feudos foram vencidos, o rei renunciou e o reino se desintegrou.

A falta de comunicação, integração e participação e o desejo de grandeza individual foram as causas da derrota do grande reino. Enquanto isso, a comunicação permanente para discutir as coisas do pequeno reino gerou um sentimento de responsabilidade compartilhada, que foi a principal razão para vencerem a guerra.

Vivemos um momento em que contar com equipe engajada é tão importante quanto foi para aquele reino. Hoje é preciso vender mais e melhor, cuidar das despesas e atender bem, para que o consumidor volte. Tudo isso depende da qualidade e da motivação da equipe da farmácia.

Para conseguir isso, o consultor americano David Sirota, especialista em comportamento das pessoas nas empresas, apresenta os oito hábitos de um gestor que fazem os funcionários ficarem mais engajados.

1. Manter comunicação total
Informar tudo que possa ser de interesse dos funcionários, a não ser os raros itens absolutamente confidenciais

2. Enfrentar de forma decisiva o mau desempenho
Isso vai aumentar o moral e melhorar o desempenho de outros membros da equipe, porque eles verão um obstáculo removido

3. Implantar uma proposta estimulante
Refere-se aos objetivos da farmácia. Algo que ele possa perceber como importante. Exemplos: expansão, oferecer um atendimento diferenciado, ser a melhor farmácia da região, etc.

4. Distribuir reconhecimento
Ser reconhecido pelo trabalho realizado é uma das necessidades humanas mais fundamentais.

5. Ser um “resolvedor” para seus funcionários
É função do líder facilitar o trabalho da equipe. Nesse sentido, seus funcionários são seus clientes.

6. Treinar os funcionários
Informar sobre o desempenho de cada um e investir no desenvolvimento da equipe.

7. Promover o trabalho em equipe
Avaliar quem trabalha melhor com quem. E, ao mesmo tempo, criar oportunidades para que um aprenda com o outro, ou seja, troquem ideias e métodos.

8. Escutar e envolver
Funcionários são uma rica fonte de informações sobre como melhorar suas tarefas.

Repare que esses hábitos eram praticados pelo reino vencedor, naquelas reuniões periódicas.

Por outro lado, uma equipe engajada é aquela formada por funcionários que:

1 - Investem no seu próprio desenvolvimento, pois compreendem que isso beneficiará tanto a farmácia quanto a eles próprios.

2 - Se esforçam para atender bem e fazer vendas adicionais.

3 - Mantêm um bom nível de relacionamento e colaboração com todos, criando um ambiente agradável e motivador na farmácia.

4 - Constantemente apresentam sugestões de melhorias.

Contar com funcionários qualificados e motivados é fator competitivo. Portanto, “Gestão de Pessoas e Liderança” passa a ser indispensável para a conquista e manutenção de clientes. Não se trata mais de recrutar, selecionar e treinar funcionários, mas de prover, desenvolver e reter talentos e competências necessárias para o crescimento da farmácia.

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