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A realidade de farmácias e drogarias
12 mai '16

Imagem: © Fotolia

A ABCFARMA é entidade com representação em todo o território nacional.

Foi fundada em 30 de outubro de 1959.

Representa mais de 75 mil farmácias e drogarias, majoritariamente do sistema de micro empresas ou de pequeno porte, mas também as das grande redes.

A preocupação maior dos profissionais que trabalham nesse setor são os consumidores, que precisam restabelecer a saúde e para isso necessitam de seus serviços.

Por isso, ao comparecermos nas audiências realizadas por comissões do Congresso Nacional e da ANVISA, sempre colocamos em primeiro lugar o direito dos doentes.

Os interesses do setor ou categoria profissional jamais devem ultrapassar os interesses de terceiros.

No momento, salvo exceções, o Congresso Nacional tem aprovado leis sob pressão – e estas, por serem ideológicas, têm servido para afastar os investimentos, encarecer a folha de pagamento, e, em vez de favorecer o emprego, tem ação contrária, aumentando o desemprego.

A aprovação dessas leis depende do poder da parte interessada para se manter nas dependências do Congresso Nacional, através de seus assessores, batendo de porta em porta nos gabinetes dos congressistas e defendendo ideias que quase sempre têm retorno nas campanhas eleitorais futuras.

Não é analisada a necessidade imperiosa de se gerar empregos - e tampouco os benefícios para a maioria da população.

No ano de 2014, foi aprovada a Lei nº 13.021 que “dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas”.

Quando a mesma estava tramitando, prestes a ser incluída em votação e ser aprovada, o deputado federal Inocêncio de Oliveira, que exerceu a profissão de médico na cidade de Serra Talhada, Estado de Pernambuco, fez uso da palavra e falou a seus pares: “Os senhores não sabem o que estão votando, a realidade para muitas regiões do país tornará essa lei impraticável”.

Salvo algumas exceções, o tempo demonstrou que o deputado Inocêncio de Oliveira estava repleto de razão.

A Lei não beneficiou farmácias e drogarias, o setor hospitalar, tampouco os farmacêuticos que trabalham atrás de um balcão e os que são empreendedores de farmácia ou drogaria. Eles sofrem fiscalizações regulares do Conselho Regional de Farmácia da região, e, quando se ausentam do estabelecimento por pequeno período de tempo, às vezes por motivo de força maior, ao retornarem encontram o documento de infração, lavrado pelo agente do Conselho, penalizando-o com multas de valor elevado.

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