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Ascoferj marca presença na Academia portuguesa
08 ago '17

Foto: © reprodução

A capital portuguesa, Lisboa, foi sede da Academia Lusófona de Ciências Farmacêuticas (ALCF), evento que reuniu profissionais portugueses, brasileiros e angolanos para discutir importantes temas da profissão – como serviços farmacêuticos, inovação em saúde, gestão e outros. A Academia ALCF|2017, realizada na Fundação Portuguesa das Comunicações, foi idealizada e organizada pelo farmacêutico João Pedro Matos, da ID Consulting. Durante a semana da Academia, a Ascoferj – Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro – marcou presença participando de palestras, workshops e, principalmente, da mesa-redonda “Debate e enquadramento das temáticas com a realidade dos países participantes”.

O presidente da Ascoferj, Luis Carlos Marins, o consultor jurídico da entidade, Gustavo Semblano, e a farmacêutica Ana Lucia Caldas participaram da mesa-redonda, mediada pela farmacêutica e diretora técnica da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Isaura Martinho.

“É na intercomunicação de diferentes realidades e na partilha de experiências que reside o mais importante da Academia. O evento permitiu que todos pudessem adquirir mais competência para o exercício das funções para as quais estão habilitados”, disse Isaura. “A formação contínua é fundamental para o bom desempenho de qualquer profissão e, mais ainda, para o setor farmacêutico, que está em permanente transformação”, acrescentou.

O presidente da Ascoferj, Luis Carlos Marins, destacou que o evento foi positivo em função do aprendizado obtido. E o mais importante: a possibilidade de intercâmbio de conhecimentos e experiências com outros profissionais. “Tivemos o privilégio de observar como funcionam os demais mercados e trazer as experiências para serem aproveitadas e adequadas à realidade do varejo nacional farmacêutico”, contou.

A farmacêutica e consultora Ana Lucia Caldas, que também fez parte da delegação brasileira, garantiu que o evento possibilitou uma reflexão sobre o momento que a profissão vive nos dias atuais. “O farmacêutico será mais valorizado quando souber o quanto é essencial cuidar das pessoas. Elas são o centro, o foco e o objetivo pelo qual o trabalho se faz necessário. Para fazer isso, é preciso dar o nosso melhor”, comentou Ana Lucia.

Farmácias portuguesas

Em Portugal, as farmácias são reguladas pelo Estado, sendo obrigatória a presença do farmacêutico diretor técnico e do farmacêutico adjunto. Existem regras rígidas para a abertura de um novo estabelecimento, como estar, ao menos, a dois quilômetros da farmácia mais próxima. Além disso, a abertura de uma nova farmácia se dá por concurso público realizado pelo Infarmed, um órgão correspondente à Anvisa, aqui no Brasil.

O tema vacinação, ainda recente no Brasil, está em estágio avançado em Portugal. Lá, as farmácias podem vacinar, desde que os farmacêuticos tenham se qualificado no curso Administração de Vacinas e/ou Medicamentos Injetáveis, chancelado pela Ordem dos Farmacêuticos, e no curso Suporte Básico de Vida.

Há dez anos, as farmácias portuguesas prestam serviços farmacêuticos. “O que me chamou atenção foi a obrigatoriedade de as farmácias portuguesas manterem todo um aparato de primeiros socorros para atender a pacientes que tenham alguma intercorrência no momento da vacinação. Considero algo bastante avançado, pois nem mesmo a recente consulta pública da Anvisa sobre vacinação no Brasil traz exigência semelhante”, destacou Gustavo Semblano.

Visitas técnicas

A delegação brasileira que acompanhou a Academia ALCF|2017 fez visitas técnicas às farmácias portuguesas para conhecer a realidade local e compartilhar experiências bem-sucedidas. O presidente da Ascoferj reconheceu que, diferentemente do Brasil, ali a logística reversa de medicamentos é uma realidade e funciona sem entraves políticos ou econômicos. O distribuidor recolhe o produto vencido, dando a ele o destino adequado. Outra curiosidade é o avanço da tecnologia. “A prescrição médica já sai do consultório com um código de barras. Na farmácia, o leitor faz a leitura do código e um robô entrega o medicamento ao farmacêutico”, contou Marins. “Percebi que o acolhimento deles é humanizado, existindo interação com o cliente e interesse em ajudá-lo. Eles chamam os consumidores pelo nome, o que torna o atendimento ainda mais acolhedor”, ressaltou Lucia Gadelha, especialista em RH.

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