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Casa do Coração. Saúde com amor
08 ago '17

Foto: © reprodução/site: actc.org.br

Fundada em 1994, a ACTC – Casa do Coração (Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração) com sede em São Paulo, tem como missão prestar atendimento multidisciplinar às crianças e aos adolescentes portadores de doenças cardíacas, bem como a seus familiares. Como? Proporcionando hospedagem, alimentação, apoio social, psicológico e pedagógico – já que boa parte dos pacientes vem de fora de São Paulo e suas famílias precisam de apoio na longa temporada que passarão na capital até a recuperação da criança ou adolescente. Trata-se de um projeto que humaniza a cardiologia como jamais foi feito antes.

Na década de 1980, chega ao InCor – o Instituto do Coração do Hospital das Clinicas de São Paulo – a notícia de que muitos acompanhantes de pacientes ali internados, provenientes de outras localidades, não tinham onde pernoitar. Foi então que, com o intuito de garantir a continuidade do tratamento e a dignidade dos pacientes e seus familiares, o famoso professor Zerbini e sua esposa, Dra. Dirce, tomam a iniciativa de alugar a primeira casa para abrigar mães e acompanhantes. Por falta de apoio necessário a sua manutenção, essa casa fechou. Mas em setembro de 1994, o chefe da equipe de cirurgia cardíaca do InCor, Dr. Miguel Barbero Marcial, retomou o projeto. Ao lado de empresários, notadamente Cynthia e Antonio Gantus, e médicos do InCor, eles fundaram a ACTC – inicialmente num imóvel com capacidade para 16 pessoas.

Em 1997, problemas de superlotação e dificuldades na manutenção resultaram na ampliação do número de colaboradores e a ACTC comprou seu primeiro imóvel – com capacidade para 28 vagas. Com o aumento da demanda, foi inaugurada uma segunda sede, com capacidade para 19 pessoas – perfazendo um total de 47 vagas Nesse mesmo ano também foi tomada a decisão de comprar um terreno e construir uma sede definitiva. Assim, em 2003 a nova sede foi inaugurada, com capacidade para 56 vagas.

Passados 23 anos de sua fundação, a ACTC – Casa do Coração tem como parceiros oficiais o InCor e o HCor. Até o final de 2016, foram realizados mais de 399.208 atendimentos, às crianças e adolescentes que puderam ter acesso aos mais avançados tratamentos cardíacos pediátricos – e, ao se beneficiarem do suporte oferecido, apresentaram melhor adesão ao tratamento.

Na busca do aprimoramento dos serviços oferecidos, a associação ampliou suas instalações inaugurando novo espaço para melhor acomodar os adolescentes, em sua antiga sede situada à Rua Oscar Freire 2.136, denominada Unidade II – Casa dos Adolescentes, com capacidade de 20 leitos. E mantém em sua atual sede o atendimento para crianças até a faixa etária de 12 anos.

Desde sua inauguração até o final de 2016, a ACTC – Casa do Coração já acolheu mais de 3.621 crianças/adolescentes e 3.535 mães/acompanhantes. Em 2016, foram 550 crianças/adolescentes atendidos e 621 mães/acompanhantes, nas modalidades de atendimento integral (incluindo pernoites) e atendimento-dia.

Longe do clima tenso de um hospital, as crianças/adolescentes e mães/acompanhantes podem participar das várias atividades oferecidas. A ACTC – Casa do Coração ampliou sua vocação de uma instituição que só oferecia hospedagem, alimentação e apoio psicológico, para uma instituição que possibilita um trabalho de formação e suporte, com novas oportunidades de crescimento pessoal e inserção social para seus usuários, através de diversos programas

Brasileirinhos – Dirigida às crianças de 3 a 12 anos, procura criar um espaço educativo para manter o vínculo com a aprendizagem, durante o período afastado da escola.

Adolescente Cultural – Dirigida aos adolescentes acima de 12 anos, tem como meta oferecer passeios ligados às artes e aos recursos culturais existentes na cidade de São Paulo, além de aulas de reforço escolar.

Reforço Escolar – Oferece aulas de reforço para crianças e adolescentes, afastados temporariamente dos bancos escolares para tratamento médico.

Maria Maria – Dirigida às mães/acompanhantes, tem como objetivo, entre outros, propiciar uma geração de renda alternativa que possa auxiliá-las nas despesas referentes ao tratamento de seus filhos, com aulas de costura, bordado e outras formas de artesanato.

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