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Colesterol. O bom, o mau e o ideal
08 fev '17

Foto: © Fotolia

Embora muitas pessoas considerem o colesterol uma substância sempre maléfica ao organismo, ele é primordial para o funcionamento do corpo humano. Mas, para isso, seus níveis no sangue devem estar sempre controlados. E o advento das estatinas – classe de medicamentos que reduzem a quantidade do chamado mau colesterol no organismo e com isso protegem as artérias – foi um enorme avanço para a conquista desse controle. Primeiro, confira 10 Coisas que é Preciso Saber sobre Colesterol, de acordo com especialistas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a SBEM:

1 - O colesterol é um tipo de lipídio (gordura) fundamental para o funcionamento normal do organismo. Ele está presente no cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração.

2 - O corpo humano utiliza o colesterol para produzir vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. Cerca de 70% do colesterol é fabricado pelo nosso próprio organismo, no fígado. Os outros 30% vêm da dieta.

3 - Existem dois tipos de colesterol. O HDL é chamado de “colesterol bom”, pois forma uma classe de lipoproteínas que ajuda a carregar o colesterol do ateroma dentro da artérias, e a transportá-lo de volta ao fígado para ser excretado. Já o LDL, o “colesterol ruim”, transporta o colesterol das células que mais produzem do que usam, para as células que mais necessitam. É considerado ruim pela relação entre o alto índice de LDL com a ocorrência de doenças cardíacas.

4 - Quando em excesso (hipercolesterolemia), o colesterol pode se depositar nas paredes das artérias. Se esse depósito ocorre nas artérias coronárias, pode ocorrer angina (dor no peito) e infarto do miocárdio. Nas artérias cerebrais, acidente vascular cerebral (derrame).

5 - Manter uma vida saudável, praticando exercícios físicos e evitando comer alimentos gordurosos, ajuda a evitar o alto colesterol. Parar de fumar também.

6 - Gema de ovo, bacon ou toucinho, carne de frango com pele, torresmo, manteiga, creme de leite e nata, frituras, salsicha, salame e linguiça e carnes de animais são os principais alimentos que contêm uma significativa quantidade de colesterol.

7 - O aumento no nível de colesterol no sangue não costuma ter sintomas. Quando esse aumento atinge níveis muito altos, pode haver um aumento no fígado, no baço e sintomas de pancreatite.

8 - As taxas de colesterol apontadas em exames se referem à soma do bom colesterol (HDL) com o mau colesterol (LDL). Essa taxa é considerada boa quando está abaixo de 200; suspeita quando está entre 201; e elevada quando está acima de 240.

9 - Há três causas para a alteração do colesterol. A primeira é o fator genético, quando o indivíduo possui genes que determinam essa alteração. A segunda é a má alimentação. A última possível causa são doenças como hipotireoidismo, diabetes e doenças nos rins.

10 - Para fazer uma dieta visando ao controle do colesterol, prefira leite e iogurte desnatados, queijo branco fresco, ricota, “cottage”, queijos “light”, peixes, aves sem pele, carnes magras, inhame, macarrão, pães, bolachas de água e de água e sal, evitando sempre gordura em excesso. O tratamento das alterações do colesterol deve ser mantido por toda a vida. Tanto os cuidados com a alimentação e exercícios como o uso de medicamentos deverão ser empregados por tempo indeterminado.

Estatinas:
O remédio inteligente

Estatinas diminuem o risco de acidentes cardiovasculares e apresentam efeitos colaterais adversos apenas em um número limitado de casos – de acordo com os últimos estudos publicados. Desde que o tratamento foi lançado, há três décadas, dezenas de milhões de pessoas no mundo com colesterol alto – mas sem ter necessariamente problemas cardíacos preexistentes– tomam estatinas de modo regular. Trata-se de um dos medicamentos mais vendidos da indústria farmacêutica.

Concretamente, no estudo recém-divulgado pela revista Lancet, cada redução de 2 mmol/l da taxa de colesterol graças a estatinas, administradas durante ao menos cinco anos em 10 mil pacientes, evita acidentes cardiovasculares em cerca de mil pessoas (10%) que tiveram episódios cardíacos anteriores (infartos) e a cerca de 500 que apresentam apenas fatores de risco (fumantes, sedentários, histórico familiar, etc.).

Já os efeitos colaterais, como dores e fraqueza muscular, apareceram somente em um caso entre 10 mil pacientes que tomam 40 mg de atorvastatina por dia.

Existem vários tipos de estatinas no mercado, que variam em função da intensidade do tratamento. Estão disponíveis nas versões genéricas ou de marca. As mais modernas são:

• Sinvastatina – estatina de baixa intensidade e muito utilizada em tratamento prolongado

• Rosuvastatina – de alta intensidade e, por esse motivo, extremamente eficaz mesmo em doses muito baixas.

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