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Combati o bom combate
06 dez '16

Foto: © devrim_pinar

“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” (2ª Carta de São Paulo a São Timóteo- 4:7).

No momento em que nos aproximamos do final de mais um ano, época em que normalmente fazemos uma avaliação do que planejamos e do que foi realizado, me ocorreu esta passagem da segunda carta do apóstolo São Paulo a São Timóteo.

São Paulo, preso em Roma e aguardando julgamento pelas autoridades, prevendo que o resultado seria negativo para ele, escreve ao discípulo transmitindo orientações e também fazendo um balanço de sua vida cristã. “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” é um dos trechos mais conhecidos dessa carta e praticamente é um resumo da avaliação que o apóstolo fez de sua obra.

A vida empresarial é um luta constante, e tenho certeza de que 2016 também foi assim para todos. Lutamos para vender, para pagar contas, para ter uma equipe competente e motivada. Lutamos para sermos melhores que os concorrentes e para conquistar clientes. Lutamos para dar conforto para a família e lutamos para realizar nossos sonhos. E cada um de nós ainda teve muitas outras lutas particulares.

Mas, ao final deste ano, podemos concluir, como o apóstolo Paulo, que lutamos o bom combate?

O bom combate é aquele que precisou ser lutado para que os objetivos traçados no início do ano fossem alcançados. São exemplos de bons combates no varejo farmacêutico:

• Melhorar o atendimento
• Oferecer serviços que diferenciem a farmácia
• Manter a farmácia abastecida com os medicamentos de maior demanda
• Melhorar a apresentação e o layout da farmácia
• Tornar mais fácil a vida do consumidor
• Vender mais
• Aumentar o lucro

Os bons combates garantem o futuro da farmácia. Também são essenciais para que nossa maior meta na vida – sermos felizes e fazermos as pessoas felizes – fosse realizada.

Não são bons combates aqueles que nos afastam de nossos objetivos, que provocam desunião, que ofendem outras pessoas, que prejudicam o varejo farmacêutico, e que, ao final, também prejudicarão a própria farmácia e o empresário. Não é um bom combate aquele que proporciona um resultado momentâneo, mas prejudica o futuro.

Outro trecho que se destaca nessa carta é “terminei a corrida”. Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas e os combates travados, São Paulo persistiu e não abandonou sua missão.

Muitas vezes, na primeira dificuldade, desistimos daqueles planos tão cuidadosamente elaborados e os postergamos para o próximo mês, para quando a situação melhorar, para quando a crise passar, para o próximo ano. É certo que precisamos ser flexíveis e, quando necessário, alterar uma rota e contornar a tempestade para alcançarmos o objetivo. O que não podemos é abandona-lo.

O comandante de um navio, ao se deparar com uma tormenta, faz um pequeno desvio, mas jamais deixa de navegar em direção ao porto de destino. Assim também deve ser o empresário – “comandante de uma empresa”. Contornar tempestades, aumentar ou diminuir a força dos motores, colocar mais funcionários na vigia, distribuir coletas salva vidas, mas tudo para alcançar as metas da farmácia.

Agora responda ao teste para avaliar o quanto deste ano de 2016 você dedicou para “combater o bom combate”, respondendo "Sim" ou "Não"

1 Dedicou-se a melhorar o atendimento, pois acredita que esse é um importante diferencial em relação à concorrência?

2. Investiu no treinamento e na motivação da equipe, visto que funcionários capacitados e motivados auxiliam para a conquista da fidelidade do consumidor?

3. Realizou manutenção da farmácia para mantê-la atraente e confortável para o consumidor?

4. Reformou a farmácia ou reservou um capital para isso?

5. Passou a oferecer algum serviço que diferencie sua farmácia?

6. Trabalhou para reduzir a fala dos medicamentos receitados e mais procurados?

7. Diversificou a linha de produtos para atender ao perfil do seu público?

8. Trabalhou com um mix de margem, oferecendo preços melhores para aqueles de maior demanda e preço e mais margens para os demais?

9. Implantou procedimentos para melhorar a operação e o atendimento?

10. Planejou o fluxo de caixa de maneira a manter seus compromissos com fornecedores, trabalhistas e fiscais em dia?

11. Implantou ações para aumentar o relacionamento com os consumidores?

12. Administrou o estoque para evitar a falta dos produtos mais procurados e melhorar o giro?

13. Estabeleceu e cumpriu parcerias com fornecedores?

14. Dedicou-se a melhorar o relacionamento com as pessoas (funcionários, familiares, parceiros, amigos, etc.)?

15. Melhorou a exposição dos produtos para torná-la mais atraente e vendedora?

16. Acompanhou e participou das atividades das associações da categoria?

17. Implantou e acompanhou metas para vendas e melhorias?

18. Fez promoções para as datas especiais (Natal, Dias das Mães e dos Pais, etc.)?

19. Treinou uma pessoa que possa gerenciar a farmácia nos momentos em que você não esteja?

20. Procurou melhorar sua qualidade de vida (alimentação, atividades físicas, descanso, etc.)?

“Guardei a fé” é outro trecho que chama a atenção. Lutas, tempestades, adversários, nada afastou o apóstolo de sua fé. Além da fé religiosa que cada um tem, o empresário ainda precisa preservar - “guardar” - o comportamento ético, a esperança no negócio e no segmento que escolheu para trabalhar, o relacionamento profissional e correto com funcionários, fornecedores, clientes, parceiros e mesmo com os concorrentes.

Esses são os valores pessoais e da farmácia, que precisam não somente ser defendidos, mas transmitidos para todos com quem o empresário se relaciona. Deixar de fazer isso é deixar de combater o bom combate.

Américo José da Silva Filho
Sócio Diretor da Cherto Atco Educação Corporativa
americo.jose@cherto.com.br

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