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Contraceptivos orais. As novas gerações
06 jul '18

Foto: © Antonioguillem

Quase 60 anos após o lançamento da pílula que revolucionou a sexualidade feminina e o planejamento familiar, os anticoncepcionais orais oferecem um sem-número de alternativas para atender às particularidades da mulher moderna, com segurança completa e um mínimo de efeitos adversos. Aqui, alguns dessas opções de pílulas à disposição da mulher – sempre com orientação médica.

O contraceptivo que trata a pele

O tratamento da acne na mulher já pode ser feito com uso de um anticoncepcional que tem o etinilestradiol e o acetato de ciproterona como princípios ativos – porque medicamentos dessa família ajudam no controle de hormônios, como os androgênios, diminuindo a oleosidade da pele e a formação de espinhas. Além disso, auxiliam no tratamento da queda de cabelos. Normalmente, o efeito na pele é observado entre 3 e 6 meses de uso contínuo da pílula. Esses anticoncepcionais podem ser uma opção para o controle das espinhas em mulheres nas quais:

- A acne que não melhorou com os outros produtos

- Espinhas que pioram ou ficam mais inflamadas no período pré-menstrual

- Quando a causa da acne é alguma doença que aumenta os níveis de androgênios no organismo, como síndrome dos ovários policísticos.

Regime estendido planejado

Quando chegou ao mercado, em agosto de 1960, a pílula anticoncepcional tinha um regime de tomada que perdurou por quase 50 anos: intervalo de sete dias sem hormônios, possibilitando assim a ocorrência de menstruação. Com o tempo, muitas mulheres aboliram esse intervalo por conta, emendando cartelas de anticoncepcionais tradicionais justamente a fim de evitar a menstruação – mas com receio dos efeitos colaterais desse modo de usar. Estudos demonstraram que o uso contínuo dos anticoncepcionais tem os mesmos efeitos na mulher que toma a pílula com pausa mensal. Ou seja: a pílula usada em regime estendido se comporta da mesma maneira que a usada com pausas, podendo ser uma boa alternativa de contracepção – sem a ocorrência da menstruação, período que pode ser bem desagradável, sobretudo por causa das cólicas. Anticoncepcionais à base de drospirenona e etinilestradiol dão à mulher a possibilidade de “agendar” as pausas no tratamento, adaptando-se a seu cotidiano. Ela pode optar por um Regime Estendido Planejado de até 120 dias sem pausa.

Baixa dosagem, alta eficiência

Pílulas combinadas com dosagens de 0,075 de gestodeno e 0,020 de etnilestradiol cumprem sua função contraceptiva com segurança e menos efeitos colaterais. Além disso, contraceptivos combinados reduzem a duração e a intensidade do sangramento menstrual, diminuindo o risco de anemia por deficiência de ferro. A cólica menstrual também pode se tornar menos intensa ou desaparecer completamente.

Um aliado contra a endometriose

Cerca de seis milhões de brasileiras sofrem de endometriose (acúmulo nos ovários de tecidos do endométrio descamados pela não-gravidez) – e metade delas podem ficar inférteis. Pílulas com baixa concentração de dienogest (2 mg) são um antídoto contra a doença. A ovulação é inibida na maioria das pacientes durante o tratamento. Entretanto, dienogeste não é um contraceptivo. Deve-se utilizar um método contraceptivo não-hormonal como meio de prevenção da gravidez. Baseado em dados disponíveis, o ciclo menstrual retorna ao normal no período de dois meses após a interrupção do tratamento com dienogeste.

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