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11 set '18

Foto: © joel_420

Eis um dia que o Rei recebe seus nobres guardiões em seu castelo. Em meio a um pequeno tumulto, o chefe dos guardiões entra na sala onde estava o Rei, e, com a voz desolada, dirige-se de joelhos e com olhar baixo:

- “Meu amado Rei, sinto informar, mas perdemos nossa batalha hoje em campo. Foi uma grande perda, a maioria de nossos soldados morreu em campo, o povo está revoltado. Estou à beira do colapso. O que fazemos?”

O Rei, ouvindo seu guardião, tirava do dedo um anel, e lá ficaram seus olhos e pensamento, enquanto o tumulto se manifestava. Após alguns minutos, a voz do rei se fazia ouvir e o silêncio retornava ao redor:

– Meu fiel escudeiro, voltemos para casa, vamos recompor nossa confiança e saúde física. Amanhã será um novo dia.

O Guardião, mais desorientado do que quando entrou, saiu da sala do Rei buscando fazer o que lhe foi pedido, mas certamente não entendia porque tamanha calma.

Passado dois anos, uma nova batalha aconteceu, e os soldados do rei novamente se encontravam no campo de guerra. Quando a guerra acabou, o chefe dos guardiões entra na sala para trazer o resultado da batalha.

– Amado Rei, venho lhe informar que nosso exército foi bravo e avassalador. Não perdemos um homem sequer, iniciaremos um grande banquete com muita fartura de bebidas, comida e música. O que você me diz, meu Rei?

– Peço-lhe que celebremos com ternura. Sou grato a cada soldado por sua bravura e coragem. Mas, tão logo voltemos para casa, vamos recompor nossa confiança e saúde física. Amanhã será um novo dia.

O chefe dos guardiões ficou surpreso. Lembrara-se da última batalha antes desta, quando haviam sido derrotados. A calmaria do rei era como se o resultado fosse o mesmo que outrora.

Desta vez o soldado não hesitou. Saiu da posição de joelhos, ergueu-se até que sua coluna estivesse reta, como uma espada orientada para o céu. Olhou para o rei fixamente, e, mesmo que um pouco atordoado, perguntou em voz firme e humilde: –Meu Rei, desculpe a intromissão pelas minhas palavras em busca da sua sabedoria. A última vez que vim aqui lhe trazer a notícia de que havíamos perdido a batalha, você não expressou sequer alguma raiva ou desconforto com a situação que vivíamos. E, agora que estamos frente a uma grande conquista, você se mostra gratificado, mas com a mesma calma. Percebi, meu Rei, que toda vez que lhe trago uma notícia, seja boa ou ruim, você tira o anel do dedo e fita-o como se tivesse algo escrito nele. Poderia me esclarecer essa dúvida que me confunde e persegue há anos?

E o Rei, com sua nobre simplicidade, levanta de seu trono para ir em direção ao seu fiel guerreiro. Seu manto vermelho se arrasta pelo chão, sua coroa brinda seus poderes, mas sua palavra era a única coisa que silenciava ou fazia vibrar o coração e mente do seu reinado. Acompanhando o olhar curioso daquele que clamava por uma palavra de clareza, com a mão direita segurou seu anel no dedo da outra mão. Respirando com a confiança de um visionário líder, colocou então sua mão direita no ombro do jovem:

–Toda vez que recebo uma notícia que deseja me tirar a serenidade, recorro a este anel que ganhei de meu pai. Nele estão escritas duas simples palavras, muito poderosas para mim. Está escrito assim: ISSO PASSARÁ.

Nós, vendedores, somos como os guerreiros: todos os dias levantamos para ir em busca de realizar nossos objetivos: vender mais e atingir nossas metas. Temos inúmeras batalhas, e todos os dias lutamos contra nossos inimigos, que muitas vezes possuem armas mais fortes que as nossas, e nos conhecem intimamente. Somos lançados nos campos de guerra, e isso, somente com nossa coragem e com nossas armas em punho, é o que nos resta.

Quando saímos de casa, todos os dias, para perseguir nossos objetivos, usamos a força do guerreiro. Sabemos onde nossas feridas estão abertas e os traumas que já vivemos.

Nossas missões são como as vendas, e exigem nossos talentos para alcançar a vitória desta batalha.

Porém, todo guerreiro é liderado por um visionário, um nobre rei que comanda seu reinado. Alguém que lhe guia pelo caminho da serenidade e plenitude, que lança seus desejos em campos ainda não vistos por aqueles que estão ocupados com o exercício da luta pela vitória.

Assim como todo guerreiro tem seu rei, todo vendedor tem seu visionário dentro de si. É um poder que amplia a plenitude e a visão lançada ao horizonte, que decide a direção de sua caminhada. Quando nos perdemos em nossas emoções que se misturam com as vitórias ou derrotas, perdemos rumo e ritmo, e corremos o risco de se perder no caminho. Nosso “visionário” nos redireciona ao centro, ao equilíbrio de nossas fortalezas, nos preparando sempre para a próxima batalha.

Precisamos aprender com os erros, e nos preparar para a próxima venda, assim como, precisamos sim, comemorar as vitórias, mas sem nos esquecer de nos preparar para a próxima!

Ele não nos deixa esquecer que: tudo passa! Está escrito!

Toda vez que você for para sua farmácia, lembre-se desta história.

Boas Vendas.

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