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Feliz 2027
18 abr '17

Foto: © WavebreakmediaMicro

O futuro perde a sua amplitude quando não se estabelecem metas. Fica obscuro quando não tem visão em longo prazo. Infelizmente, muitos estabelecimentos do setor farmacêutico estão sendo levados pela cegueira do resultado imediato, construindo alicerces sem a sustentação do conhecimento sanitário.

O medicamento é uma iguaria de valor inestimável: ele diminui a dor, melhora a qualidade de vida, cura doenças e salva vidas – desde que fabricado, transportado, armazenado e dispensado de maneira correta. Sendo assim, é de responsabilidade do farmacêutico, do proprietário e demais profissionais que atuam neste segmento conhecer e manter-se atualizados sobre as leis, resoluções e deliberações que incidem sobre esse mercado, para garantir a qualidade dos medicamentos, da fabricação à sua ingestão.

No Brasil, existem 10 agências reguladoras que, além de controlar a qualidade na prestação dos respectivos serviços, estabelecem regras para cada setor sob sua responsabilidade. Podemos citar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Agência Nacional de Petróleo (ANP), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os produtos e a prestação de serviços relacionados à saúde oferecidos pelos estabelecimentos do setor farmacêutico estão diariamente sob vigilância. Anualmente, várias normatizações são redefinidas ou implantadas. E, em virtude delas, no decorrer dos anos haverá uma seleção automática das farmácias que se manterão no mercado.

Os setores de compras, financeiro, contábil, fiscal, trabalhista, departamento de pessoal, recursos humanos e regulatórios precisam estar ajustados e interagirem entre si, para manter a empresa saudável. E, para que isso ocorra, é preciso identificar o grau de importância e prioridade de cada setor.

Creio que o setor de assuntos regulatórios ocupa o primeiro lugar no ranking, pois, após a constituição da empresa, são os órgãos reguladores que viabilizam a abertura das portas para a venda dos medicamentos e os demais produtos. Ou seja, o Conselho Regional de Farmácia emite o certificado de regularidade, a Vigilância Sanitária municipal emite a licença sanitária e a ANVISA autoriza o funcionamento. Mas essas autorizações não são definitivas: as duas primeiras precisam ser renovadas e todas podem ser suspendidas ou canceladas no momento em que a empresa deixa de cumprir a legislação vigente. Embora pareça uma ação punitiva, saiba que são esses órgãos que garantem a exclusividade da comercialização dos produtos farmacêuticos.

Prepare o futuro de sua farmácia e tenha claros os objetivos, propósitos e as exigências necessárias para se manter estável e competitivo no mercado, hoje, amanhã e sempre.

Por Betânia Alhan

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