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No Nordeste, uma Copa junina
07 jun '18

Fotos: © articular

Em todos os Estados do Norte e Nordeste, nas capitais e no interior, as festas juninas mobilizam grande parte da população.

Mais do que em qualquer outra região do Brasil, no Nordeste as festas juninas se misturam ao clima de Copa do Mundo – em ano de Copa do Mundo. Quando for dado o pontapé inicial do torneio deste ano, em 14 de junho, as festas nordestinas da temporada, que estão entre as mais animadas do país, estarão em seu auge, combinando folguedos e futebol.

Chega o mês de junho e o nordeste brasileiro se prepara para uma de suas maiores festividades: as festas juninas, que celebram três santos católicos reverenciados nesta época do ano – o Santo Antônio, querido das moças casadouras, São João e São Pedro. Pode-se dizer que no nordeste e até no no norte do Brasil as festas juninas são muito mais festejadas que o Natal – são eventos de importância religiosa, cultural e econômica, pelo turismo. As festas juninas chegaram ao Brasil através dos portugueses, mescladas aos costumes franceses – e aqui sofreram o processo de aculturamento, tornando-se a alegre festa tão conhecida de todos os brasileiros, de norte a sul do país.

O maior São João do mundo

Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba, competem pelo título nacional de “Capital do Forró” e disputam entre si o título de “maior São João do mundo”. São João é como é chamado todo o ciclo de festas juninas do nordeste. A região recebe turistas de todo o Brasil. Caruaru, por exemplo, se transforma num imenso arraial. As trezenas de Santo Antônio, as simpatias para São João e São Pedro, comidas típicas, bebidas, brincadeiras como o pau de sebo, pular fogueira, guerra de fogos de artifício e festas de rua mudam o visual das cidades. A maioria se enche de bandeirolas, imagens de santos nas portas das casas, roupas feitas com chita colorida. E não é raro se deparar com bandas de pífanos, os famosos “esquenta-muié”, tocando pelas ruas. Eis outros polos da “febre” junina no Nordeste:

Assú, Rio Grande do Norte

Padroeiro da cidade, São João é adorado em praticamente todas as casas do município potiguar. E para comemorar o aniversário do santo, no dia 24, os festejos duram o mês inteiro. Além das missas e procissões, a população comemora com danças de forró e quadrilhas, quermesses, brincadeiras típicas e shows musicais. Historiadores afirmam que é o são-joão mais antigo do mundo, com 289 anos. Já em Mossoró, a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, realiza-se uma das maiores festividades de são-joão do país: o Mossoró Cidade Junina.

São Luís, Maranhão

Na capital maranhense, é o ritmo do bumba-meu boi que comanda a festa. São 18 dias de festa com grupos de dança folclórica e apresentações teatrais, com destaque a expressões mais populares de festejo – como 80 grupos de bumba-meu boi e 30 grupos de tambor de crioula.

Os fogos do Sergipe

O barulho e as cores dos fogos cortando o céu pela noite são a marca registrada do São João de Estância, em Sergipe. A apenas 70 km de Aracaju, a cidade de 67 mil habitantes tem uma das festas juninas mais famosas do Nordeste. A atração principal é o espetáculo do Barco de Fogo, feito de madeira leve e papelão colorido. Esses “barcos” têm cerca de um metro e são recheados com pólvora na medida exata para queimar os rojões e fazer do barco, basicamente, um foguete. Um cabo de aço de aproximadamente 200 metros preso a dois pedaços de madeira é estendido no alto e é sobre ele que os barcos de fogo cruzam o céu, em alta velocidade.

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