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O Anel
03 nov '16

Foto: © koldunova

Em um pequeno vilarejo, vivia um velho professor, que, de tão sábio, era sempre consultado pelas pessoas da região.

Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno vai até a casa desse sábio homem para conversar, desabafar e aconselhar-se.

– Venho aqui, professor, porque me sinto tão pequeno que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor, sem olhá-lo, disse:

– Sinto muito, meu jovem, mas não posso ajudar-lhe. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois E, fazendo uma pausa, disse:

– Se você me ajudasse, eu poderia resolver esse problema com mais rapidez e depois, talvez, possa lhe ajudar.

– C... claro, professor, gaguejou o jovem. Mas, sentindo-se outra vez desvalorizado, hesitou em ajudar seu antigo professor.

Então o professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao rapaz e disse:

– Monte no cavalo e vá até o mercado. Preciso vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que você obtenha pelo anel o máximo valor possível, não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu.

Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até o momento em que o jovem informava o quanto pretendia pelo anel.

Quando ele mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele. Só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito para comprar um simples anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer lhe uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções do professor no sentido de não aceitar menos que uma moeda de ouro. E recusava as ofertas.

Depois de oferecer a joia para todos que passaram pelo mercado, e abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.

O jovem desejou naquele momento ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando assim seu professor das preocupações. E dessa forma ele poderia receber a ajuda e os conselhos de que tanto precisava.

Entrou na casa e disse:

– Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

– Importante o que disse, meu jovem... concordou, sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dará por ele. Mas, não importa o quanto ele ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e deu-lhe o anel para examinar.

O joalheiro examinou o objeto com uma lupa, pesou-o e disse:

– Diga ao seu professor que, se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

– CINQUENTA E OITO MOEDAS DE OURO! - exclamou o jovem.

– Sim, replicou o joalheiro. Eu sei que, com tempo, eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.

– Sente-se, disse o professor.

Depois de ouvir tudo o que o jovem contou-lhe, o velho falou:

– Você é como este anel: uma joia valiosa e única, que só pode ser avaliada por um “expert”. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?

E, dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo.

– Todos somos como esta joia: valiosos e únicos, andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Você deve acreditar em si mesmo. Sempre!

Essa história nos traz ensinamentos muito importantes. O primeiro é quando o professor diz ao jovem que devemos acreditar mais em nós mesmos. O segundo está embutido nesse primeiro: somente as pessoas consideradas como “experts” podem avaliar o nosso trabalho e o nosso valor.

• Quem são os experts que podem nos avaliar?

• Como merecer uma boa avaliação?

Para a primeira pergunta, tenho certeza de que vocês responderam “os clientes”. E a resposta está correta. Realmente, essas são as únicas pessoas em condições de avaliar o quanto somos bons naquilo que fazemos.

O cliente avalia sua farmácia com base em simpatia no atendimento, rapidez, informações, etc. E demonstra isso quando retorna à farmácia. Quanto à segunda questão, a resposta está no desenvolvimento da equipe, do proprietário e da farmácia como um todo.

A equipe

O desenvolvimento da equipe não somente é importante como é fundamental. Funcionários sem treinamento provocam prejuízos de diversas naturezas, como, por exemplo, perda de vendas por não saberem responder às objeções; perda de clientes por não lhes dar a atenção necessária; perdas com manuseio incorreto de produtos; perdas pela baixa produtividade, etc.

Segmentos que trabalham com alto nível de concorrência e baixa margem são extremamente dependentes de um grande volume de vendas e custos reduzidos, que só funcionários bem treinados podem proporcionar. O treinamento possibilita um diferencial em relação à concorrência, como consequência do atendimento com qualidade e melhoria da produtividade.

O proprietário

Vivemos num mercado muito dinâmico, no qual oportunidades surgem quando menos esperamos. E elas somente podem ser aproveitadas por aqueles que estiverem preparados. Você estará preparado para aproveitar as oportunidades se:

• Continuar seus estudos

• Participar de treinamentos e palestras

• Ler as publicações do segmento

• Participar das feiras do setor e fazer contatos com outros profissionais, isto é, criar uma rede de relacionamentos.

• Definir metas pessoais e profissionais e esforçar-se para alcançá-las.

A farmácia

Aproveitar oportunidades também é adequar a farmácia às características atuais do consumidor e do mercado. O consumidor tende a procurar a farmácia que constantemente apresenta novidades.

Farmácia que evolui é aquela que:

• Oferece novos produtos e serviços, respeitando a legislação do varejo farmacêutico.

• É bem conservada e pintada periodicamente.

• Altera constantemente a exposição dos produtos na vitrine e no interior da farmácia, principalmente aproveitando as datas especiais (Natal, Dia das Mães, Dia dos Pais, Verão, Inverno, etc).

• Cartazes, móbiles e displays são substituídos assim que termina uma campanha, ou quando estão descorados e ou danificados.

• Qualquer equipamento ou móvel danificado é imediatamente consertado ou substituído.

O jovem da nossa história demonstrou que estava insatisfeito com a situação que vivia e procurou seu desenvolvimento, descobrindo seu verdadeiro valor. Assim é o empresário que evolui: está sempre insatisfeito e procura respostas para melhorar o seu negócio.

“O que você sabe é meramente um ponto de partida. Assim, mova-se”. (Keorapetse Kgositsile, poeta sul-africano).

Boas vendas!

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