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O risco da não mudança por parte das empresas em um ambiente de constante mutação
11 set '18

Foto: © lenetsnikolai

As empresas, de uma forma geral, operam em um ambiente em constante mutação – e, no caso das farmácias, não é diferente.

Reconhecer e adaptar-se às mudanças internas e externas pode significar a diferença entre sucesso contínuo e fechamento da empresa. As empresas que não conseguem mudar assumem o risco de declínio organizacional, inclusive de forma mais rápida do que imaginamos.

O declínio organizacional ocorre quando as empresas não preveem, não reconhecem e não neutralizam as pressões internas ou externas que ameaçam sua sobrevivência. Ou quando não se adaptam a elas. Em outras palavras, o declínio ocorre quando as empresas não reconhecem a necessidade de mudanças impostas, na sua maioria, pelas pressões externas.

Diante disso, citamos alguns tipos de declínios organizacionais que podem ocorrer nas empresas de uma forma geral, caso não se adaptem às mudanças: cegueira, inércia, ação falha, crise e dissolução.

Cegueira: o declínio se inicia quando os principais dirigentes deixam de perceber as mudanças internas ou externas que prejudicarão suas organizações. Essa cegueira pode ser atribuída a uma simples falta de conscientização das mudanças – ou a uma incapacidade de compreender seu significado. Também pode originar-se do excesso de confiança que surge quando uma empresa obteve muito sucesso.

Inércia: à medida que os problemas de desempenho organizacional tornam-se mais visíveis, os dirigentes podem reconhecer a necessidade de mudança, mas ainda assim não aplicam ações corretivas. Pode ser que estejam esperando ver se os problemas se corrigirão naturalmente. Ou que estejam deparando com dificuldades para alterar práticas e políticas que conduziram anteriormente ao sucesso. Possivelmente também assumem, de modo equivocado, que conseguirão corrigir os problemas facilmente e, portanto, não julgam que a situação seja urgente.

Ação Falha: os dirigentes, confrontados com custos crescentes, lucros decrescentes e participação de mercado declinante, anunciam planos para apertar o cinto, com a finalidade de cortar custos, aumentar a eficiência e restaurar a lucratividade. Em outras palavras, em vez de reconhecerem a necessidade de mudanças fundamentais, assumem que, se simplesmente operarem com uma empresa mais enxuta, o desempenho da empresa retornará aos níveis anteriores.

No estágio de crise, a falência ou dissolução (isto é, desmembrar a empresa e vender suas partes) são prováveis, a menos que a empresa reorganize completamente a forma como opera. Nesse ponto, entretanto, as empresas normalmente não possuem os recursos para alterar integralmente o modo como operam. Redução do quadro e dispensas reduzirão o nível de talento entre os colaboradores. Além disso, gestores talentosos que possuíam conhecimento suficiente para antever o aparecimento da crise encontrarão emprego em outras empresas, frequentemente concorrentes.

Dissolução: após deixar de fazer as mudanças necessárias para preservar a organização, a empresa é dissolvida por meio da legislação falimentar, ou pela venda de ativos para honrar compromissos com fornecedores, bancos e credores.

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