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Pintou limpeza. Lições do Dr. Bactéria
08 mai '17

Foto: CC0 Public Domain

Pseudônimo do Dr. Roberto Martins Figueiredo, biomédico com especialização em saúde pública e marketing pela FGV e em engenharia da qualidade, controle de processos e auditorias, o Dr. Bactéria utiliza de uma linguagem simples e pedagógica para difundir informações técnicas que promovem a saúde e o bem-estar de muitos brasileiros – no sentido de evitar e combater micro-organismos que aproveitam descuidos de higiene para provocar doenças. Aqui, ele dá dicas imperdíveis em vários setores da vida cotidiana – começando pelas alergias respiratórias de inverno, como rinites e asma, provocadas geralmente pela infestação de ácaros.

Não há ácaro que resista

Limpar o guarda-roupa com pano embebido em vinagre e armazenar casacos e cobertores em sacos plásticos dentro do congelador são algumas dicas do Dr. Bactéria para evitar o festival de espirros e as crises de rinite típicas do inverno. Frio lembra cobertores, malhas de lã, gorro, luvas e cachecol. E onde se guarda tudo isso? No guarda-roupa, em cabides ou gavetas. Há ainda quem use malas depositadas em cima do armário, e, uma vez por ano, se entretém com o ritual de trazer tudo abaixo. Segundo o Dr. Bactéria, não são o jeito certo de se guardar itens de inverno em casa. Basta ver: quando se tira roupa mofada do armário, a primeira reação de muitos é começar a coçar o nariz compulsivamente. São os ácaros e os fungos em ação.

"Para remediar, é preciso limpar o armário por dentro e por fora com uma receita antimofo infalível: pano limpo embebido em vinagre branco. Nada mais", ensina o biomédico. E para que o cheiro desapareça –tanto o do vinagre, quanto o de mofo – basta deixar as portas do armário abertas por uns instantes. Quanto às roupas, precisam ser lavadas e muito bem secas. "Após se certificar de que não há resquício de umidade, guarde-as dentro de um saco plástico. Simples assim".

Para pessoas mais sensíveis ou portadoras de rinite, recomenda-se não só lavar, secar e guardar em saco plástico toda a roupa de frio e os cobertores, mas também colocá-los dentro do freezer por 12 horas. Isso mesmo: dentro de um congelador. Para isso, claro, você vai precisar esvaziá-lo antes, pois não se mistura roupa com comida.

"Doze horas depois, não há ácaro que resista", completa o Dr. Bactéria.

Esponja de cozinha: uma bomba de bactérias

Segundo os infectologistas, esse é o item mais sujo da casa, até mesmo mais do que a privada, o ralo da pia ou o cesto de lixo. Um estudo feito pela Fundação de Pesquisa para Saúde e Segurança Social (FESS), em parceria com a Universidade de Barcelona, apontou que a pia da cozinha tem 100 mil vezes mais germes do que o banheiro – e que eles se concentram principalmente nas esponjas e nos panos. “Isso acontece porque são utensílios que estão em contato com a água o tempo todo, e os locais com umidade são os preferidos das bactérias”, explica o Dr. Bactéria.

Por conta disso, cuidar da higiene da pia e da esponja é algo essencial para garantir a saúde da casa. Muitas vezes a família inteira se vê sofrendo com diarreias e vômitos, acreditando ter pego uma intoxicação na rua – quando o problema estava dentro de casa. Utilizar corretamente a esponja de lavar louça é o primeiro passo para evitar este tipo de situação. Aqui, o Dr. Bactéria lista cinco dicas essenciais para conservar e guardar a esponja de lavar louça.

1. Esponja seca sempre

Após lavar a louça, enxágue bem a esponja em água corrente até parar de sair espuma. Depois, deve-se torcê-la bem e guardá-la em local seco, de forma que permita escorrer os restos de água. Nunca deixe a esponja sobre o sabão, em recipientes que não permitem o escoamento da água, nem embaixo da pia. Uma dica é deixar a esponja secar completamente sobre o escorredor de louças.

2. Sabão nunca!

Use somente detergente na esponja e nunca sabão, líquido ou em pedra, pois esse tipo de produto não apresenta características bactericidas e pode levar germes para a esponja e, consequentemente, para as louças.

3. Fique atento às novidades

O mercado já disponibiliza esponjas com tecnologia que não permite a proliferação de bactérias. Essa inovação foi lançada pela marca EsfreBom, cuja esponja possui íons de prata em sua composição – o que garante a eliminação de 99,9% das bactérias presentes na esponja até o fim do uso.

4. Desinfecção diária

Para desinfetar as esponjas tradicionais, o que deve ser feito uma vez ao dia, o Dr. Bactéria explica três métodos acessíveis. O primeiro é lavar a esponja, embrulhar em um papel toalha, colocar em um pires e levar ao micro-ondas por um a dois minutos. Outra opção é lavar a esponja e deixá-la submersa em um recipiente com água fervendo por três minutos. O terceiro é imergir a esponja em uma solução de duas colheres de sopa de água sanitária mais um litro de água, por 10 minutos.

5. Só uma semana

Independentemente de marca ou tecnologia, a vida útil da esponja doméstica é de uma semana. Após esse período, a esponja deve ser descartada. Nunca reutilize a esponja, por exemplo, separando-a para a limpeza de um outro ambiente, como a área de serviço ou banheiro.

Importante saber

A umidade é só um dos fatores que estimula a proliferação de germes e bactérias, na cozinha – resíduos de alimentos é que “alimentam” a proliferação. Louças mal lavadas, tábuas e colheres de madeira, cantos de pia são exemplos clássicos de locais que acumulam restos de alimentos e geram contaminação cruzada.

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