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Rinite e sinusite. Duas faces do incômodo
07 jun '18

Fotos: © BillionPhotos.com

As mudanças de temperaturas recorrentes no outono e com a aproximação do inverno estão entre as responsáveis por sintomas como obstrução nasal, irritação e coriza. A maioria desses incômodos está relacionada a rinites e sinusites. Estar informado sobre a prevenção, sintomas e tratamento delas é essencial para estar preparado para a chegada do inverno. O Dr. Eduardo Homrich Granzotto, especialista em otorrino adulto e infantil, e a Dra. Carolina Fischer Becker, otorrinopediatra, profissionais que compõem a equipe da Clínica Face +, esclarecem pontos sobre essas doenças e apontam alguns cuidados para preveni-las.

A prevenção da desagradável parceria entre as duas doenças ocorre através do tratamento das doenças de base – como as rinites alérgicas, que tendem a apresentar sintomas com a redução da temperatura, e o nascimento de gramíneas nesta época do ano. Na primavera, com a polinização das flores. Basta a temperatura começar a baixar para sintomas como obstrução nasal, irritação e coriza começarem a aparecer.

A maioria desses incômodos está relacionada a quadros de rinites e sinusites. Nesse contexto, estar informado sobre sua prevenção, sintomas e tratamento é essencial para se preparar para a chegada do inverno. Tecnicamente chamado de rinossinusite, esse incômodo nasal que envolve o nariz e os seios da face pode ter diversas causas– entre elas, alergias, bactérias e vírus. “Em caso de quadro alérgico, os principais sintomas são espirros, coceira no nariz e olhos, secreção nasal transparente e congestão nasal.

Em caso de origem bacteriana ou viral, os sintomas são mais intensos e agudos, podendo o paciente apresentar secreção mais espessa, rouquidão, tosse e dores de cabeça, por se tratar de um quadro infeccioso”, ressalta a Dra. Carolina. No entanto, nem todos os casos correspondem a um quadro viral, alérgico ou bacteriano, podendo também ser uma simples reação do corpo com a mudança do clima. Na maioria dos casos, como esclarece o Dr. Eduardo Granzotto, as rinossinusites correspondem a vírus – contraindicando o uso de antibióticos, que são indicados somente para a presença de bactérias.

“É essencial observar os sintomas e procurar amenizá-los através de descongestionantes sistêmicos, soro fisiológico e antialérgicos, que são vendidos livremente nas farmácias. Mas em caso de persistência deles por mais de cinco dias, o paciente deve procurar um especialista em otorrinolaringologia para tratar a doença, visto que uma simples rinite, se persistir, pode evoluir para um mau funcionamento dos mecanismos de limpeza dos seios da face e levar a uma sinusite infecciosa. Da mesma forma. uma sinusite viral pode se transformar em um quadro bacteriano”, esclarece o médico. Já no caso das crianças, os pais devem ter atenção redobrada aos sintomas, para evitar que a doença evolua para algo mais sério, bem como ter cuidado extra com a prevenção. O quadro alérgico não tem cura, mas pode ser controlado, assim como toda e qualquer alergia. Já o bacteriano e viral têm cura.

COMO PREVENIR

Como se disse acima, a prevenção da rinossinusite ocorre através do tratamento das doenças de base, como as rinites alérgicas. Mas manter uma dieta saudável e exercícios físicos, bem como outras maneiras de estar saudável e com uma boa imunidade, é essencial para a prevenção de incômodos nasais, tanto para adultos quanto para crianças.

Outro fator que deve ser muito bem observado é a higiene – lavar constantemente as mãos e usar álcool gel ajuda a prevenir esses males, bem como arejar o guarda-roupas de inverno e higienizar com água quente casacos espessos que estavam guardados por meses e estão cheios de pó e ácaros. Com a chegada do frio, as pessoas tendem a ficar mais em ambientes fechados, o que potencializa o surgimento dessas doenças. Por isso, a dica é limpar frequentemente a poeira doméstica e evitar objetos que acumulem pó, como cortinas, tapetes, estantes com livros, ursinhos de pelúcia, em especial no quarto, já que é lá que as pessoas costumam permanecer imóveis por cerca de oito horas diárias.

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