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Um pequeno relato de minha história
07 jun '18

Fotos: © Fotolia

No passado, os proprietários de farmácias, em sua maioria, eram farmacêuticos. E, por sua formação profissional, tinham amplo conhecimento da região em que atuavam – e desenvolviam trabalhos sociais em benefício das pessoas que recorriam às farmácias para conversar com o farmacêutico, a fim de se orientarem sobre sintomas e medicamentos e resolver outros problemas, inclusive familiares.

Aos 14 anos, meu ideal era fazer o curso de Medicina, mas meus avós tinham chegado ao Brasil e, alguns anos depois, já possuíam sua própria fazenda, com mais de 200 alqueires. Era onde a família residia.

Meu pai, desde sua juventude, mantinha amizade com outro jovem que fez o curso de Ciências Farmacêuticas, montou sua farmácia – e sugeriu a meu pai que eu fosse trabalhar com ele.

Devido à distância da propriedade rural à cidade, fui morar na residência ao lado da farmácia, pertencente ao farmacêutico Romão Grael.

Esse foi o meu início na profissão, na qual atuo até hoje.

Romão Grael era um grande líder na cidade de Dois Córregos – interior de São Paulo. Já tinha sido prefeito e, com seus conhecimentos, procurava transmitir sua experiência para mim.

Tomei amor pela profissão. Era uma época em que as indústrias farmacêuticas brasileiras eram insuficientes – e boa parte dos medicamentos eram importados ou manipulados na farmácia. A Farmácia Central, de propriedade de Romão Grael, foi minha escola profissional: era o local onde tudo acontecia na cidade.

Além da farmácia, que era ampla, havia o consultório, uma espécie de pronto-socorro informal; e o laboratório com três manipuladores. Eu era o faz-tudo.

Ao completar 18 anos, conversei com meu pai: disse a ele que precisava ir para São Paulo, estudar e trabalhar, essa era a minha vontade.

Foi um drama me desligar da Farmácia Central, mas a decisão já estava tomada.

Vim para São Paulo no dia 30 de abril de 1945 e no dia 1º de maio já estava trabalhando – mas conseguindo impor a exigência de trabalhar só até as 18h, porque desejava estudar no período noturno.

No segundo semestre de 1946, fiz exame e me formei Oficial de Farmácia, sendo nessa categoria registrado com o número 1 no CRF, sendo então convidado para gerenciar uma farmácia.

Em minha administração, a farmácia teve um grande desenvolvimento. Em pouco tempo, fiz uma proposta irrecusável ao proprietário – e, em sociedade com meu pai, adquirimos essa empresa.

Quatro anos depois, meu pai sofreu um infarto e teve morte repentina.

Comprei então, dos demais familiares, a parte que era do meu pai. Alguns anos se passaram e eu já era proprietário de uma pequena rede de sete drogarias.

Comprei então minha primeira indústria farmacêutica. Após algum tempo, vendi a empresa e comprei outra indústria, em sociedade com meus dois filhos, minha esposa Maria Helena e com Carlos de Souza Andrade, empresário da Bahia. Em seguida, vendemos nossas participações ao Carlos. E adquirimos uma indústria de embalagens de alumínio, atualmente administrada pelo filho Luis Roberto e meus netos Gabriel e Artur. Nova oportunidade apareceu e eles compraram outra unidade fabril em Anápolis, Goiás.

Apesar de sócio minoritário de uma farmácia, com meu irmão e o sobrinho Paulo Luiz, formado em Ciências Farmacêuticas, meu xodó mesmo é administrar a ABCFARMA. Faço isso por idealismo, sempre procurando dias melhores e sucesso para os empreendedores de farmácias e drogarias. Minha satisfação é que mais de 20 mil empresas varejistas em todo o país são de propriedade de farmacêuticos.

A ABCFARMA é uma entidade que oferece a todos que participam desse importante setor a garantia de terem seus direitos defendidos.

A equipe é formada com muito idealismo.

Contamos hoje com o gestor Felício De Rosa Neto, com grande experiência no setor, o Dr. Rafael de Oliveira Espinhel e Dr. André Bedran Jabr como nossos advogados, Celso Henrique de Lima e demais colaboradores que nos auxiliam no dia a dia da entidade.

É gratificante estar à frente de uma organização cuja equipe de trabalho tem como objetivo o sucesso.

Pedro Zidoi Sdoia
Presidente

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